Mais de 100 diretores, professores e pastores debatem ensino teológico
A 1ª Conferência de Educação Teológica foi marcada por festa, debate e reflexão. O encontro, que reuniu diretores, professores e estudantes de Teologia, foi realizado nos dias 19 a 21 de março no templo-central da Assembleia de Deus em Santos, liderada pelo pastor Jesiel Padilha. O evento foi promovido pelo Conselho de Educação e Cultura (CEC) da CGADB com patrocínio exclusivo da CPAD, e contou com mais de 100 inscritos de várias regiões do país, que acompanhavam tudo atentamente e participavam dos debates ao final das plenárias.
A primeira Conferencia de Educação Teológica teve apoio do presidente da CGADB, pastor José Wellington Bezerra da Costa. Ele pregou a Palavra de Deus na abertura e deu ênfase à necessidade da avaliação de algumas práticas, costumes e doutrinas que tentam se infiltrar na igreja trazendo vários prejuízos. “Creio que esta é a primeira de muitas que virão dentro dessa área do ensino teológico. Somos uma igreja que está completando 100 anos e dificilmente temos uma oportunidade como essa. Portanto, essa Conferencia de Educação Teológica terá um resultado muito positivo não somente em São Paulo, mas em todo o Brasil”, alegra-se.
Pastor Paulo Freire, líder da AD em Capinas (SP) e presidente do Conselho de Doutrina da CGADB, prestigiou a Conferência. “Acredito que esse evento chegou em uma excelente hora. Ele é necessário para que haja em nossas igrejas e em todo o Brasil, na Assembleia de Deus, uma reflexão e orientação sobre como realizar a educação teológica dentro dos parâmetros legais”, destacou o líder.
A primeira Conferência contou com a participação de Paulo Wollinger, representante do Ministério da Educação e Cultura, que explicou a legislação para o ensino superior no Brasil, incluindo os cursos de Teologia. Ele fez um alerta: “Os cursos livres de Teologia não formam bacharéis. Esses cursos não devem usar o nome Faculdade de Teologia e dar o título de bacharel. Esses títulos são uma prerrogativa dos cursos devidamente credenciados e avaliados pelo poder público. Podem apenas usar o nome Curso de Teologia e dar o título de formação em Teologia”, asseverou Wollinger, que é diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC. Ele esclareceu que a atividade do teólogo pode ser exercida por pessoas formadas em cursos livres, pois não há regulamentação para a atividade no Brasil. Quanto à questão do Conselho Federal de Teólogos, Wollinger disse que, para a instituição existir, ela teria de ser criada com aprovação do Congresso Nacional. “O Ministério da Educação e o Estado brasileiro não reconhecem o Conselho Federal de Teologia”, frisou.
A legislação do Ensino Teológico no Brasil foi matéria do presidente do Conselho de Educação e Cultura da CGADB. Pastor Douglas Baptista respondeu a questionamentos importantes, como, por exemplo: “De que forma cursos de Teologia poderão continuar existindo sem o reconhecimento do Ministério da Educação e Cultura?”
“Como a atividade de teólogo não é regulamentada pelo Estado, os cursos de Teologia podem continuar sendo oferecidos na modalidade de cursos livres; exceto os de bacharelado, que necessitam de credenciamento junto ao MEC ou da integralização de créditos em instituição de ensino credenciada”, explicou pastor Douglas. Ele informou ainda que quem desejar mais informações deve visitar a página do CEC na internet (www.cgadb.org.br/cec/).
Na tarde do sábado, 21 de março, pastor Altair Germano abordou os princípios teológicos da Reforma Protestante. Para ele, mais do que um pensador estéril e inerte, o teólogo precisa assumir a função de investigador, questionador e ator no processo de transformação e reafirmação dos princípios da Reforma nos dias de hoje. À noite, o preletor foi o representante da Comissão de Apologia da CGADB, pastor Paulo Cesar Lima. Na manhã de domingo, os pressupostos da hermenêutica contemporânea foram abordados pelo professor Esdras Costa Bentho. “A Assembleia de Deus sai na frente quando se preocupa com a adequação e a melhoria do ensino da Teologia. A CGADB está de parabéns pela iniciativa”, afirmou pastor José Carlos Alves, do Instituto Brasileiro de Teologia e Ciências Humanas na capital federal. Para o pastor e educador Terry Johnson, a conferência alcançou o objetivo de unir as escolas teológicas e os educadores, além de reafirmar a importância e a prioridade da formação em Teologia.
Nos três dias de conferência, o pastor e cantor Victorino Silva levou o público ao louvor e à adoração. A Orquestra Shekinah, conduzida pelo maestro Cornélio da Silva, deu tom de celebração à festa, que marcou o aniversário da Assembleia de Deus em Santos e os quatro anos de reestruturação do Ministério do Belém na cidade. “Há quatro anos, começamos com 12 pessoas essa igreja. Hoje já temos 30 congregações. Foi Deus quem fez isso! Essa conferência veio abrilhantar a nossa igreja e nós nos sentimos apoiados”, ressaltou o presidente da AD em Santos, pastor Jesiel Padilha
fonte: www.cpadnews.com.br