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Mundo Gospel

Jerusalém um Cálice de tontear... Prof. Luiz Gusmão

Nos acontecimentos recentes, mais uma vez Israel é reconhecido como o “bicho papão da humanidade”. Israel aos olhos do mundo é sempre o responsável por não se obter a tão esperada paz no Oriente Médio, e também de querer “conspirar para o mal da humanidade”. Santa ingenuidade! Isto não é novo! Não é de hoje que os “judeus” são acusados de todos os males do mundo. Diga-se de passagem, o que pensava Hitler, o terceiro Reich e seus aliados.

Interessante é que até o Brasil, agora quer opinar de como “Israel” deve se comportar em sua própria terra. É mais ou menos assim, em fatos bem simplistas. Israel não pode construir “casas” dentro de sua própria terra, pois isso vai enraivecer os “palestinos”. Que de “Palestinos” não tem nada!

Bem mais interessante é o que por intermédio do profeta Zacarias o Deus da Bíblia declarou: “Eis que eu farei de Jerusalém um cálice de tontear para todos os povos em redor e também para Judá, durante o sítio contra Jerusalém”. Zacarias 12.2. Essa é uma declaração surpreendente, pois afirmar que Jerusalém (que naquela época, estava em ruínas) um dia seria o foco da atenção mundial, ela diz também que todos os vizinhos de Israel se uniriam para combatê-lo.

Ao longo de toda a sua história, Israel teve muitos inimigos (egípcios, filisteus, sírios, assírios, babilônicos, etc.), entretanto, nunca “todos os povos ao redor”. (isto é seus vizinhos) estiveram unidos com o propósito de destruí-lo. Isto está acontecendo hoje, pela primeira vez em toda a história de Israel, exatamente como a Bíblia previu! Além disso, essa união marca o início do fim do anti-semitismo.

Deus prossegue dizendo: “Naquele dia, farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos”. A linguagem é muito precisa: uma “pedra pesada” para “todos os povos”, mas um “cálice de tontear” para os vizinhos de Israel. Qual a diferença? Por mais de cinqüenta anos, os vizinhos de Israel têm atacado aquele país incessantemente, mas os israelenses têm-se mostrado muitos mais poderosos militarmente que seus oponentes, embora estes tenham um contingente cinqüenta vezes maior e tenham tentado apanhá-los de surpresa. Depois de terem sido tão escandalosamente derrotados em todas as suas investidas, seus vizinhos tremem e fingem desejar a paz com o único objetivo, é claro, de conseguir enganar e aniquilar Israel. Essa estratégia foi elaborada pelo próprio Maomé, o fundador e profeta do Islamismo.

O Deus da Bíblia prometeu proteger Israel, enquanto o Alá do Corão e do Islã Jurou acabar com ele. A verdadeira batalha não é entre árabes e os judeus, mas entre Alá e Yahweh. Não há dúvida sobre qual será o resultado, mas ambos os lados pagarão um preço muito alto: Israel será severamente castigado e seus inimigos destruídos.

Exatamente como profetizado, Jerusalém é hoje uma pedra pesada para a humanidade. Mas qual é o seu peso? As Nações Unidas gastaram um terço de seu tempo, ora deliberando o discutindo, ora condenando Israel por seu controle sobre Jerusalém. Uma pequenina nação, com apenas um milésimo da população do mundo, monopolizou um terço do tempo da ONU! Mais de sessenta mil votos individuais contrários a Israel foram dados na ONU. Esse é o peso e tanto, exatamente como a Bíblia previu! Mas será que não é só uma “coincidência”?

Os céticos têm acusado os evangélicos de tentar ajustar a profecia aos acontecimentos atuais, alegando que ninguém reconheceu tais profecias no passado e que isso só começou acontecer depois de 1948, quando o Estado de Israel foi formado. Mais isso não é verdade. Durante séculos, antes que a formação de Israel acontecesse, a maioria dos cristãos evangélicos acreditava no retorno dos judeus à sua própria terra, com base na Bíblia, e pregava a respeito. Até mesmo o proeminente calvinista John Owen escreveu, no século XVII: “Os judeus vindos de todas as partes da terra, serão reunidos (...) e levados de volta à sua pátria”. (Citado no site Bridges for Peace, em 21 de maio de 2004.)

Martim Lutero identificou algumas das profecias concernentes a Israel, mas, como elas ainda não tinham se cumprido em sua época, ele descartou os judeus como povo escolhido de Deus: “Se judeus são descendentes de Abraão, então deveríamos vê-los de volta à sua própria terra (com) seu próprio Estado. Mas o que vemos? Nós os vemos espalhados e desprezados”. (J. Randall Price, artigo apresentado na Conferência do Grupo de Estudo Pré-Tribulacionista, em 6 de dezembro de 2004. Disponível em: htpp://www.pre-trib.org/article-view.php?id=218). As profecias referentes a Israel não eram para a época de Lutero, e sim para a nossa. O simples fato de os Judeus estarem de volta à sua própria terra, depois de passarem dois mil e quinhentos anos espalhados pelo mundo inteiro, e de falarem o hebraico original que o Rei Davi usava há três mil anos constitui um cumprimento notável de outra profecia bíblica relativa aos últimos tempos. Nenhum outro povo conseguiu reerguer sua nação, retendo sua língua original, depois de ter passado tanto tempo longe de sua terra.

Essa pequenina nação recém-renascida teria motivos mais do que suficientes para tremer diante dos inimigos que a rodeiam e diante das condenações da ONU e da União Européia. Com certeza, um país tão pequeno poderia ser facilmente intimidado. É claro que, se este fosse o caso, Israel não seria um peso para ninguém. Mas acontece que Israel não se deixa intimidar, nem por seus vizinhos, nem por ninguém. As Forças de Defesa de Israel estão entre as melhores do mundo.

 Prof. Luiz José Gusmão - Fundador do Centro de Estudos e Pesquisas Bíblicas e Teológicas CHAMADA BEREANA - cel. 9923-4978


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